Sobre Engenharia de Produção, Tecnologias, Design e a vida de um engenheiro que gosta de blogs

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O escudo verde brasileiro

 

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Diz-se que a importância da Amazônia, maior floresta do mundo, no papel de renovador do oxigênio e sequestrante de carbono é pequeno considerando que os oceanos fazem a mesma função e recobrem uma área muito maior: 70% de toda a superfície da Terra.

Da mesma forma, as florestas plantadas, em crescimento e renovação rápidos, capturam e fixam mais carrbono que uma floresta madura, que não cresce.

Qual a importância afinal da Amazônia, duvidoso ‘pulmão do mundo’, para a manutenção dos níveis atmosféricos do gás estufa e manutenção do clima propício para a vida?

Além dos aspectos socioculturais e patrimonias brasileiros, a importância da densa mata vai além da regulação do carbono para a regulação do efeito estufa, graças a uma substância exalada pelos vegetais: o Monoterpeno.

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Principal componente das resinas (cola ou goma das árvores), os monoterpenos são produzidos e emitidos pelas folhas de arvores em quantidades consideráveis. Estas moléculas reagem com moléculas oxidantes presentes na atmosfera, formando novas moléculas com tendência para se agregar entre si, o leva à formação de partículas de tamanho considerável (3-30 nm).

Estas partículas podem afectar o clima de duas formas diferentes. Por um lado as partículas funcionam como núcleos de condensação de nuvens, influenciando a sua formação, tamanho e ainda os níveis de pluviosidade.Talvez seja o motivo ou um deles de chover o tempo todo…

Por outro lado têm o efeito de dispersão de luz solar, isto é, agindo como uma fumaça, contribuindo para a diminuição da temperatura terrestre.

Os monoterpenos, além de escudo térmico, são da família dos terpenos, a base de óleos essenciais e terapêuticos.

Enfim, tudo está interligado e Deus é brasileiro.

Citações e insights #1

É preciso uma vontade de automatizar as tarefas de baixo valor agregado para se dedicar àquelas que são verdadeiramente geradoras de maior diferencial.

(Revista Mundo Project Management, Outubro/Novembro 2011, p. 27)

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Explicando a coluna Citações e Insights:

Sabe aquela frase muito boa que você viu em algum lugar e que acaba esquecendo depois? Meus problemas devem acabar aqui. Pretendo anotar esse conjunto de percepções, bem resumidas, relacionadas ao tema do blog.

São citações de revistas, de personalidades, de não-famosos e de anônimos, sem preconceito. Vão aparecer aqui sem sobrecarregar os demais conteúdos sempre que eu me deparar com uma luz assim.

Em construção e ainda no ar “dominando geral”

Este blog nasceu em 2008, ainda durante meu período idealista da universidade, e foi tomando forma a partir de um primeiro artigo que foi também um trabalho em grupo sobre Estruturas de Mercado. Cursava Engenharia de Produção (e graduei em 2010) e acabava de fato de me descobrir no curso, o qual inicialmente era uma opção paliativa. Discutíamos na ocasião os oligopólios, apresentamos à turma e na ocasião anunciei a proposta do blog que continha o conteúdo apresentado e que poderia ser um espaço colaborativo para quem se interessasse… a ideia soou interessante, exibi o site pelo projetor e posteriormente obtive uma visita que intencionava dividir comigo este projeto. Mas não colou.

Foi assim que nasceu o blog Dominar o Mundo, cujo nome foi inspirado na clássica frase do desenho animado Pinky e Cérebro: “Cérebro, o que faremos amanhã a noite?” e Cérebro responde: “A mesma coisa que fazemos todas as noites, Pinky… Tentar dominar* o mundo!” É o que nós, acadêmicos ou profissionais, tentamos fazer todos os dias, domar, domesticar o mundo descobrindo suas regras e ordenando o caos.

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Ainda assim a primeira ideia para o nome, o qual mudei rapidamente era “O Cérebro sem o Pinky” (daí vem o alvo) pois significaria alcançar com eficácia todos os planos de dominar o mundo. Mas o nome soava pouco mercadológico e pouco simples de digitar, memorizar, não tinha “marca”. Dominar o Mundo parecia solucionar o problema.

O problema remanescente é que eu me sentia um maníaco se tivesse que apresentar esse nome, acabando com a primeira possibilidade de propaganda – o boca-a-boca. Assim malograva mais uma vez a possibilidade de conseguir parceiros para contribuir para a empreitada. Parecia muito pretensioso eu dominar alguma coisa, fosse eu o dominador ou fosse a Engenharia de Produção capaz de dominar o mundo sozinha.

Surge nesse período de tentativas de mudança o novo banner, um recorte de uma famosa cena do filme Tempos Modernos; o tamanho da imagem era limitado e por isso ficou limitada a uma perna pendurada do Chaplin, o que deu uma certa irreverência ao tema, que marca o surgimento da E.P., princípios da linha de montagem, administração científica, divisão das tarefas.

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A falta de tempo também ajudava a transformar a atividade em algo que eu me orgulhava de fazer, mas não de mostrar, visto o pequeno conteúdo, atualizações inconstantes. Mas a falta de um nome menos nerd atrapalhavam muito meus planos infalíveis de alcançar sucesso virtual.

Em paralelo, o Blog do Viana também me consumia algum tempo e é bem menos restrito na abordagem, sem nenhum rigor necessário. Mas também tem dois problemas que são: o egocentrismo do nome, e de um nome de guerra que não uso mais todos os dias. De 2003 a 2005 eu era Viana, e só Viana. Depois disso as coisas começaram a mudar e um novo nome começava a aparecer. As pessoas com quem lido atualmente me chamam de Vitão.

Mudar o nome do blog para algo com Vitão ainda deixa no Vitão um resto de egocentrismo (e talvez de maníaco: uma vez ouvi dizer pra nunca confiar em ninguém que fala de si na 3ª pessoa). Mas oferece o quê de atualidade e identidade que preciso para tocar o projeto. A mudança começou então por este blog, doravante “Vitão em Produção”, que carrega tudo que eu gosto:

  • Eu mesmo;
  • Um nome sonoro;
  • Produção. Ação. Produtividade.

Começo agora uma fase de retorno à prancheta depois da mudança de nome, experimentando temas, layouts, tamanhos, menus, para que o blog fique com uma cara adequada com essa nova atitude. Estamos em construção e em produção.

A IDEIA

No lançamento deste site minha esperança era fazer o seguinte:

“Esse blog tem como tema a Engenharia de Produção entre outras bobagens sérias. Já tive a idéia há algum tempo de transformar os inextermináveis resumos e cadernos velhos em um compêndio virtual, mas sempre deu preguiça; e como esta (a idéia, mas principalmente a preguiça) foi recorrente ao longo desses 5 períodos resolvi colocá-la em prática. Aqui.

Na verdade como não sou lá um tanto popular espero que esta seja também uma ferramenta.”

Esses objetivos acabaram não vingando, exceto o direcionamento do blog pela Engenharia de Produção, que é minha área de conhecimento. Por esse motivo quero reformulá-los atualizando esse mesmo conhecimento. Como repeti por motivos inexplicáveis a disciplina Gestão da Qualidade, tenho boas condições de fazer uma declaração clara de objetivos. Sejamos formais.

Missão

Apresentar conteúdo de qualidade e atual relacionado às áreas de Engenharia de Produção e outras Engenharias e Tecnologias; Design, Carreiras, Inovação, Estatísticas. Pretendo também apresentar um pouco do meu cotidiano em produção, já que é essa a fase que me encontro após os períodos de academia e de formação profissional; obviamente mantendo reservados os itens que assim requerem. Farei isto periodicamente e permitindo uma linguagem mais livre de técnicas sem perder o rigor e a verdade científica, conquistando assim  a simpatia e audiência do leitor.

Visão

O blog Vitão em Produção será um espaço de referência para a Engenharia de Produção com audiência cativa e colaboração de outros autores.

Claro, nada disso é definitivo, não tem sido desde 2008.

Certo, então, vamos produzir!

* Em algumas aberturas do desenho a frase fica “Tentar conquistar o mundo!”

Stakeholders: quem são eles

A expressão Stakeholders é muito presente no ambiente de negócios e nas academias de Administração, Engenharia de Produção, entre outras disciplinas, e serve para designar as “partes interessadas” num negócio, numa operação, em dado desempenho ou projeto.

Existem cinco conjuntos de partes interessadas em uma organização. Em primeiro lugar os clientes, Não importa se a organização entrega um produto físico ou um serviço; se é orientada ao lucro, um órgão governamental ou uma instituição do terceiro setor, a finalidade da organização e o motivo da sua sobrevivência é atender seus clientes.

Em seguida fornecedores, que possibilitam a obtenção das matérias primas, serviços e informações necessárias ao negócio como imput aos seus processos; permitem também à organização a especialização em seu escopo (foco). A força de trabalho forma mais uma categoria de stakeholders pelo interesse na manutenção dos postos de trabalho e na qualidade deste; Órgãos reguladores, que fornecem limites a atuação destas empresas, e a sociedade em geral que cada vez mais dita comportamentos e impõe ela própria seus limites;e os investidores, que possibilitam a expansão dos negócios e que requerem retorno adequado.

Uma tradução simples do (Google Tradutor) dos radicais “stake” e “holder” nos dá uma ideia da importância destas partes, literalmente “detentores do suporte”. A própria organização se faz parte interessada em manter satisfeitos os suportes ou apoios que a sustentam.

Existe no meu entender, em simultâneo, o lado inverso deste poder detido pelas partes interessadas, pois elas também são “partes afetadas”. O quadro abaixo resume muito bem essa via de mão dupla, onde as partes interessadas também precisam contribuir para a manutenção deste suporte no lugar.

Stakeholders

Adaptado de Mundo Project Management (Outubro/Novembro 2011, p.14)

Esta percepção fica bem evidente quando a figura mostra o aspecto de cadeia entre Fornecedores e Clientes; os aspectos de contribuição e satisfação dos mesmos em relação ao negócio aparecem invertidos: os clientes contribuem com Confiança, Fidelidade, Lucro e Crescimento, que são repassados no relacionamento com  fornecedores. Quanto melhor for a transmissão desses aspectos, mais fortalecida a sustentação dessa cadeia. Da mesma forma a empresa central nesse elo demanda níveis de serviço adequado do início da cadeia e deve agregar valor nesse aspecto pois seu cliente assim requisita. Entender esta dinâmica, que é particular em cada setor, praça e segmento de cliente, é preciso para qualquer empresa se posicionar adequadamente e medir sua própria performance e da cadeia de suprimentos em que se insere.

Gerenciamento integrado de projetos – o modelo estratégico da OGX

 A Rigamarole nº 30, publicação da Diamond Offshore Drilling Inc. mostra um retrato do que é o modelo estratégico de negócio da OGX, braço do grupo do empresário Eike Batista que atua no ramo de petróleo e gás. Assim chamado por Reinaldo Belotti, Diretor de desenvolvimento de produção da empresa, o “gerenciamento integrado de projetos” traz para dentro da sede da OGX representantes de diversas companhias ligadas às suas atividades. Com isso, um terço aproximadadmente das pessoas presentes em sua sede, no Rio de Janeiro, não são empregados da OGX, mas de outras empresas, fazendo ponte com as atividades contratadas pela OGX, em tempo integral. No caso da Diamond Offshore (ou com sua denominação aqui no Brasil, Brasdril), sua base fica em Macaé-RJ; no entanto, em qualquer problema que venha a surgir não é preciso que a OGX ligue para a empreiteira, ou esperar que um representante vá até a companhia. Outro ponto importante destacado por Patric Janes, elo da Diamond Offshore com a OGX, é a precisão na comunicação: “Tudo é direto com eles. São muito honestos, muito abertos, sem segredos. Vão  dizer a você exatamente como se sentem e o que precisam, e nós fazemos tudo que podemos para entregar. Os executivos trabalham todos juntos em uma sala, e as decisões são rápidas e definitivas. Não há nunca confusão quando você está trabalhando com a OGX. Nós sabemos com quem falar, eles sabem com quem falar. As coisas são feitas rápida e corretamente.”

Segundo a publicação, Reinaldo Belotti acredita que este modelo contribuiu para o rápido desenvolvimento da companhia, otimizando operação e segurança, e afirma que são a única companhia do Brasil a possuir monitoramento em tempo real e suporte em seu escritório, provendo um quadro amplo de informações.

Este monitoramento se torna evidente ao se abrir a porta do sofisticado centro de controle, onde, de acordo com a revista, monitores de cima a baixo da sala mostram em tempo real as atividades de perfuração de cada embarcação – até o momento, a companhia que não produz ainda nenhum petróleo, tem contratadas cinco embarcações da Brasdril e duas de outra companhia na perfuração de poços exploratórios. A expectativa de início da produção é para meados de 2011, atingindo 20 mil barris até o fim deste ano, com projeção de 700 mil até 2015.

Analisador de currículo

Se a sua autocrítica às vezes for muito gentil consigo mesma, vai precisar de um companheiro mais frio e calculista ao avaliar se seu currículo está pronto para ter uma boa chance ao sair da gaveta. Que tal submetê-lo à inteligência artificial resultante da experiência de analistas, medir o potencial das palavras usadas, avaliar o formato e ainda ganhar conselhos?

Seria real?

A empresa RezScore promete detectar falhas e dar nota ao seu currículo, bastando fazer um upload. A opção é gratuita, ainda só disponível em ingês, mas vale fazer um teste, não é?

Link para o RezScore: http://rezscore.com/

Sem modéstias (falsas ou verdadeiras)

Em ambiente novo, hostil, difícil escolher a melhor maneira de se portar para ser aceito. Numa entrevista de emprego, por exemplo: Pacercer modesto, disposto a aprender e cooperar ou agressivo, potente e pose de melhor opção? Dúvida respondida por Hype Science:

Pesquisadores exploraram as consequências para homens e mulheres quando eles agiram modestamente em entrevistas de emprego. Os dois sexos foram julgados igualmente competentes, porém os entrevistadores gostavam menos de homens modestos, um sinal de retrocesso social.

A modéstia era vista como um sinal de fraqueza, um traço de caráter de baixo status para homens. Isso poderia afetar adversamente a sua empregabilidade e potencial de ganhos. A modéstia nas mulheres, no entanto, não era vista negativamente nem era ligada a status.
Segundo os investigadores, as mulheres não devem ser dominantes. Histórica e culturalmente, os homens têm sido estereotipados como mais agentes, ou seja, mais independentes e auto-centrados do que as mulheres.

No estudo, candidatos homens e mulheres fizeram uma entrevista de emprego para uma posição neutra quanto ao gênero, porém que exigia fortes habilidades técnicas e sociais. Todos os candidatos eram atores pagos que ensaiaram para simular respostas modestas.

Os investigadores procuraram determinar qual estereótipo de gênero promoveu uma reação por parte do entrevistador. Segundo eles, as mulheres podem ser fracas, mas esta característica é altamente proibida em homens. Já o domínio é reservado para homens e proibido para as mulheres. Assim, os estereótipos de gênero são compostos por conjuntos de regras e expectativas de comportamento de ambos que consistem no que cada sexo deve ou não fazer.

A previsão dos pesquisadores que candidatos do sexo masculino modestos teriam de enfrentar discriminação na hora da contratação não foi comprovada. No entanto, eles especulam que, porque o status dos homens é maior do que o das mulheres, aos homens mansos é concedido o benefício da dúvida e eles são menos propensos a enfrentar a discriminação na hora da contratação do que mulheres dominadoras.

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